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Cura da acne na adolescência já é possível

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A acne vulgar ou juvenil é uma afecção que atinge mais de 90% dos adolescentes, de ambos os sexos. Quase imperceptíveis em alguns, as lesões, em outros, podem ser mais evidentes e polimorfas, perturbando a qualidade de vida e desencadeando ou agravando problemas emocionais. Sem tratamento adequado, persistem, em geral, até o final da adolescência e, eventualmente, com lesões isoladas, mantêm-se após esse período.

Na puberdade, fatores genéticos ou constitucionais levam os andrógenos – hormônios masculinos presentes em homens e mulheres – a estimular a glândula sebácea, desencadeando a hipersecreção sebácea. “Em algumas pessoas, os folículos pilossebáceos que se localizam na face e na região antero-posterior do tórax têm uma queratinização irregular, que leva à obstrução de seu orifício e ao acúmulo de sebo na glândula sebácea, com a proliferação de bactérias e a conseqüente formação de pústula”, explica dr. Sebastião A. Prado Sampaio.

Existem dois tipos de acne: inflamatória e não-inflamatória. Fatores emocionais, pela ação do córtex cerebral sobre o sistema neuro-endócrino, e, nas mulheres, o período menstrual podem agravar a acne. “A influência de alimentos é discutível”, afirma dr. Sampaio.

Segundo o dermatologista, o que há de mais avançado no tratamento é a isotretinoína, um derivado da vitamina A que possibilita a cura definitiva da acne em cinco meses, em 95% dos pacientes. Em 5% dos casos, a substância pode precisar ser administrada por mais tempo ou ocorrem recaídas depois de dois ou três anos, com necessidade de reforço.

O tratamento da acne evoluiu bastante nas últimas décadas. Até 1940, não existiam medicamentos efetivos. De 1940 até 1980, surgiram os antibióticos por via sistêmica e tópica e medicamentos tópicos como peróxido de benzoila e tretinoína, que não curavam, mas mantinham a pele em bom estado.

A isotretinoína começou a ser usada no início dos anos 80. É cara e contra-indicada durante a gravidez e até um mês depois ou quando há possibilidade de a paciente engravidar, uma vez que causa malformação no feto. “Efeitos como depressão e suicídio têm sido atribuídos à isotretinoína, mas estudos não comprovam a relação”, ressalta dr. Sampaio. “No início do tratamento é indicado também o uso de um tópico local; um mês e meio depois o problema desaparece”.

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