O primeiro ano de vida da criança constitui-se em fase de crescimento e desenvolvimento acelerados. Nutricionalmente, a dieta deve oferecer alimentos que atendam às necessidades qualitativas e quantitativas do bebê. É recomendável evitar excesso de doces, alimentos de calorias vazias (alimentos que oferecem apenas calorias ao organismo) e manter disciplina nos horários das refeições. Na alimentação da criança não pode haver deficiências ou exageros.
O leite materno é considerado um alimento completo para o bebê. A atual recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que a introdução de alimentos complementares se dê entre 4 a 6 meses de idade. O Ministério da Saúde do Brasil recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses.
A partir da idade entre 4 a 6 meses (conforme orientação do pediatra) a criança tem suas necessidades calóricas, protéicas, vitamínicas e de minerais aumentadas, ao mesmo tempo que suas reservas vão se tornando insuficientes. Após o 6° mês, o leite materno torna-se insuficiente para suprir as necessidades da criança, embora continue sendo fonte importante de proteína, gordura, cálcio e vitaminas.
A introdução de novos alimentos deve obedecer um intervalo de dois dias para cada novidade no cardápio da criança. A finalidade é adaptar o bebê ao novo paladar e observar se não apresentará intolerância (alergias) aos novos alimentos, que podem ser oferecidos na forma de sucos e papas de frutas para atender às necessidades de vitaminas, além de sopas de legumes e mingau de cereais para complementação mineral.
A oferta de sucos, papas ou mesmo chás não deve prejudicar a ingestão de leite e é recomendável que o açúcar não seja adicionado às frutas. Cada fruta deve ser adicionada lentamente, começando com pequenas porções.
Logo após a introdução das frutas passa-se à primeira grande refeição. Geralmente nestas refeições é oferecida sopa de legumes. As sopas devem conter carne bovina ou aves, leguminosas (feijão, ervilha...), hortaliças (folhas verdes), legumes (cenoura, batata, abobrinha...) e cereais (macarrão, arroz...). Após o cozimento os alimentos deverão ser passados em peneira ou amassados com garfo. Não se recomenda o uso do liquidificador, que pode provocar a acomodação da criança e não retardar a mastigação.
A introdução da refeição de sal (sopa) deve ser gradual, iniciando-se com 2 a 3 colheres de chá. Deve-se aumentar gradualmente a oferta até atingir uma quantidade mínima de 100 a 120g de papa por refeição, o que corresponde de 15 a 20 colheres de chá.
A ingestão de suco de laranja ou outra fruta com elevado teor de vitamina C, após a oferta destes alimentos, favorece a absorção de ferro.
Após estar estabilizada a aceitação da papa, deve-se iniciar a administração do ovo, como substituto da carne, primeiro apenas a gema cozida misturada na papa em quantidade progressivamente crescente. A introdução da clara do ovo é aconselhada a partir de 10 meses de idade para prevenir reações alérgicas.
Esquema alimentar durante o desmame
5º mês
Papa de frutas + cereal: 1 vez ao dia.
Papa de legumes: 1 vez ao dia (amassar com o garfo).
Mamadeiras: 4 vezes ao dia ou conforme a necessidade da criança.
6º mês
Papa de fruta + cereal: 1 vez ao dia.
Papa de legumes: 2 vezes ao dia - introduzir arroz ou macarrão, carne ou vísceras;
1/4 de gema de ovo no almoço ou no jantar.
Suco de frutas: nos intervalos.
Mamadeiras: conforme a necessidade da criança.
7º mês
Seguir o esquema do sexto mês e introduzir caldo de feijão na papa de legumes.
8º mês
Seguir o esquema do sétimo mês. A gema de ovo pode ser inteira.
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