O Dr. João Macedo juntamente com o Dr. Stanley Goldsmith Ex-Presidente da SNM – Sociedade Americana de Medicina Nuclear e Editor do Journal of Nuclear Medicine em recente Congresso em Washington – USA.
Perguntando o porquê do aumento da incidência do Câncer da Tireóide em Sergipe o Dr. João Macedo respondeu que se deve, sobretudo, a maior facilidade do diagnóstico decorrente do aumento do número de especialistas endocrinologistas disponíveis para a população aliado a disponibilidade de laboratórios e clínicas para realizar os exames.
Informou que a Climedi tem há 30 anos laboratório próprio, sendo a única clínica a dispor de equipamentos licenciado pelo CNEN para realizar todo o diagnóstico da patologia tiroideana: a exemplo de exames hormonais T3, T4T, T4L, Anticorpos Antitiroideanos AAM (atualmente chamado de TPO) e Antitiroglobulina AAT, a Tireoglobulina (marcador tumoral do Câncer da Tireóide) realizando estes exames diariamente para todos os convênios. Realiza ainda: a PAAF - Punção biópsia dos nódulos tiroideanos dirigido pelo Ultra-som, a Cintilografia da Tireóide com Iodo Radioativo, Tecnécio, a Ultrasonografia com Eco Doppler colorido e a Cintilografia com MIBI para o diagnóstico diferencial do nódulo, a PCI – Pesquisa de Corpo Inteiro de Metástases e o internamento para tratamento do Hipertireoidismo e do Câncer da Tireóide.
O Dr. João Macedo participou do Congresso da SNM Society of Nuclear Medicine (Congresso Americano de Medicina Nuclear) em Washington que contou com a presença de Dr. Stanley Goldsmith e Dr. Ernest Mazzaferri em que foi debatido o tratamento do Câncer da Tireóide.
Em relação ao tratamento do Câncer da Tireóide, Sergipe é um dos Estados mais bem servidos dispondo de 05 suítes especiais aprovadas pelo CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear e duas delas atendendo aos pacientes do SUS.
Os pacientes operados de câncer realizam o exame PCI - Pesquisa de Corpo Inteiro pré e pós-dose radioiodoterapêutica com iodo radioativo I-131 e a dosagem da Tireoglobulina.
A PCI pré-dose é importante para evidenciar a presença e mostrar a avidez do tecido tiroideano remanescente ou neoplásico, revelar metástase no leito tiroideano e a distância e consequentemente determinar a dose de iodo radioativo a ser aplicada. Já a PCI pós-dose revela metástases à distância não evidenciadas nas PCI pré-dose, com baixa dose.
Nos Estados Unidos os pacientes com Câncer da Tireóide são tratados com a injeção do Thyrogen ao invés de esperar 30 dias para a elevação do TSH endógeno, possibilitando um tratamento efetivo, o estadiamento diagnóstico e a presença de possível neoplasia metastásica, de vital importância para a aplicação da dose e o sucesso do tratamento.